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Nutricionista alerta e dá dicas para evitar compulsão ou gatilhos alimentares durante a quarentena

Confira as dicas da Nutricionista Ana Pegoraro para evitar distúrbios alimentares

Adobe Stock / sonyakamoz

Você já parou para refletir sobre como é a sua relação com a comida? O que está por trás da forma como nos alimentamos?


Claro que existem predisposições genéticas que não podem ser ignoradas, como distúrbios hormonais e doenças como os transtornos alimentares, que levam o indivíduo a ganhar ou perder peso de forma considerável.


Os principais tipos de transtornos alimentares são a Anorexia Nervosa e a Bulimia, e ambos têm como características comuns: uma intensa preocupação como o peso e o medo excessivo de engordar, uma percepção distorcida da forma corporal, e a auto avaliação baseada no peso e na forma física.


Esses transtornos estão associados principalmente aos aspectos sociocultural, a fatores biológicos, psicológicos e familiares. A pressão cultural por manter-se magro, seja apenas para atender à um padrão estético, ou pela exigência de certas profissões, aliada à presença de uma baixa autoestima, tornam o indivíduo mais propenso à desenvolver um quadro de anorexia ou bulimia.


A anorexia caracteriza-se principalmente pela recusa do indivíduo em manter um peso mínimo esperado para a idade e a altura através da restrição do comportamento alimentar, pelo pavor em ganhar peso, e pela distorção da percepção da imagem corporal.


A bulimia é um quadro de transtorno alimentar caracterizado por compulsões alimentares periódicas (ingestão de uma grande quantidade de comida em um curto espaço de tempo), seguidas de métodos compensatórios inadequados (vômitos auto induzidos, uso inadequado de laxantes ou diuréticos, prática de exercícios em excesso) para evitar o ganho de peso. Assim como na anorexia, o indivíduo bulímico apresenta uma auto avaliação baseada na forma física e no peso corporal.


Ao lado das evidências fisiológicas, também é importante lembrarmos que em grande parte das vezes as nossas emoções podem reger o funcionamento do nosso organismo e o nosso comportamento alimentar.


Toda compulsão é fruto de um grande desconforto emocional e psicológico. Sentir-se descontroladamente forçado a apelar para determinado tipo de comportamento, é uma forma de esquecer as dores da vida e não entrar em contato com as agressões que tocaram certas emoções. É o caminho mais destrutivo que se escolhe, de forma inconsciente, para fugir do necessário encontro consigo mesmo.


Realmente, a consciência de nosso estado emocional é a chave que abre os caminhos para buscar ajuda no combate aos transtornos alimentares. Cada um tem sua história particular, os motivos que desembocam nas dificuldades em se relacionar de forma saudável com o alimento são diferentes para cada um.


Uma ação multidisciplinar que envolve médico, psicólogo, nutricionista e outras terapias de apoio, é fundamental para resgatar o equilíbrio, tanto da saúde física como da saúde emocional.


A gordura funciona como um tipo de proteção. É uma camada que, de certa forma, envolve o corpo e amortece simbolicamente as agressões externas. O indivíduo sente que precisa se proteger, eventualmente porque viveu situações que o machucaram.


Outro motivo que leva ao ganho de peso, pode estar relacionado a uma profunda sensação de vazio da alma. Solidão, carência, sentir-se pouco importante ou insignificante, leva à busca pelo alimento físico, já que o alimento emocional está em falta. Comer em excesso é uma forma de preencher diversas lacunas afetivas abertas durante a vida. Além de prazeroso parece que ameniza as frustrações. Mastigar, por exemplo, pode ser uma forma para aliviar tensões e atenuar o desconforto por não conseguir lidar com a realidade incômoda.


Dicas importantes para evitar que o comportamento compulsivo se desenvolva, principalmente durante este período de isolamento social:


  • Estabeleça horários para comer, para que seu organismo tenha uma rotina.

  • Coma alimentos ricos em fibras, priorize frutas, verduras, hortaliças e gorduras boas, pois são opções que te deixarão saciado por mais tempo.

  • Alimentos ricos em triptofano, aminoácido não produzido pelo corpo que é conquistado pela alimentação. O triptofano está relacionado a produção de serotonina, hormônio ligado ao bem-estar. Carne, ovos e leite são as principais fontes desse aminoácido.

  • Alimentos ricos em B6 (piridoxina) e vitamina B9 (ácido fólico), responsáveis pela síntese da serotonina. Estudos associam a carência dessas vitaminas às alterações de humor. Consumir carne vermelha, frango, grãos integrais, feijão e leite ajudam amenizar os sintomas da ansiedade.

  • Alimentos ricos em vitamina C, que reduz o nível de cortisol, hormônio responsável por repassar os sinais de estresse nas situações de ansiedade. Acerola, abacaxi, laranja, limão e alguns vegetais como os tomates e pimentões fornecem grande quantidade dessa vitamina, procure consumi-los crus.

  • Mastigue devagar, quando comemos rápido, o cérebro não consegue identificar o alimento e passar a sensação de saciedade.

  • Beba muita água, dica valiosa e que serve para manter seu corpo saudável e também é uma forma de controlar a fome e o desejo.

  • Evite alimentos industrializados, são pobres em fibras e, por isso, acabam não saciando.

  • Escove os dentes logo após as refeições, ato higiênico que revela ao cérebro que você terminou sua refeição, assim, a vontade de comer diminui.

  • Pratique exercícios físicos regularmente, eles ajudam a controlar a compulsão alimentar, pois fornecem uma sensação de prazer e bem-estar.

  • Fique atento aos sinais de ansiedade, tristeza e depressão. Não desvalorize caso perceba os sinais, pois há tratamento.


Quarentena é momento para ficar de olho em nosso comportamento e na alimentação, viu? Se este post te ajudou, conte-nos aqui nos comentários ou em nossas redes sociais: Facebook e Instagram.


Conteúdo:

Ana Paula Pegoraro

Nutricionista CRN8-1099

Contato: (41) 98425-0596


Edição:

Adriana L. Fort Marquez

Assessoria de comunicação e conteúdo

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