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Pace ideal: motivação ou frustração?

Veja como usar essa cobrança interna de forma produtiva e saudável.


Imagem AdobeStock

É muito comum que atletas de corrida sintam-se frustrados porque não alcançam determinado pace em seus treinos de corrida. Alguns finalizam seus treinos e já correm para calcular picos de velocidade para alcançar determinado ritmo, outros, desesperados por desempenho, recorrem ao Google para pesquisar qual pace é bom. Ambos têm um objetivo em comum: alcançar o famigerado “pace ideal”.


Mas e você, o pace do colega mais rápido, te frustra ou te motiva? Vamos analisar hoje essa cobrança interna dos corredores e entender um pouco mais sobre essa preocupação, se é válida ou não e como usá-la de forma produtiva e saudável.


Antes que você comece a se perguntar qual pace é bom para seus treinos, queremos esclarecer que isso é algo extremamente pessoal e subjetivo para cada atleta. Existem atletas dedicados à corrida que competem e que têm o esporte como uma profissão ou, pelo menos, uma atividade de importância gigantesca em suas vidas. Geralmente, para esses atletas, o pace na corrida é de extrema importância e cada segundo conta.


Na vida de quem tem a corrida como foco principal de seus objetivos, o pace é sim uma métrica a ser sempre considerada e constantemente avaliada. Mas, será que para você esse número deveria importar tanto?

Existe um pace ideal para quem corre? Não! Existe um pace ideal para quem tem grandes objetivos de performance com a corrida? Sim! E, se você se encaixa nos que não precisam se dedicar tanto assim aos treinos e preparação, por que esse número te afeta tanto? Já parou para pensar nisso?


Às vezes nós mesmos criamos obstáculos ou metas inatingíveis que podem acabar nos frustrando e até mesmo nos levando a desistir dos nossos objetivos. Será que devemos colocar tanta pressão em uma atividade que tem o objetivo de trazer mais saúde, bem-estar e uma vida mais plena? Será que é o pace ideal que vai suprir todos esses objetivos, ou é sua constância em fazer o que ama?


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Você já percebeu que quando você quer muito ler um livro, aquele que você tanto esperou para ler, você pega para ler despretensiosamente e pode passar horas lendo sem ver o tempo passar, de tão prazerosa que aquela atividade é? Agora, obrigue-se a ler o mesmo livro e dite regras, horários e quantidade de páginas... Pois é, nem todo mundo reage bem a esse tipo de pressão e, na maioria das vezes, é justamente por isso que as pessoas desistem de praticar atividades físicas. A pressão, em muitos casos, pode acabar com a motivação.


Se o pace do coleguinha “performeiro” te incomoda e faz você se sentir mal com seu desempenho, que tal olhar para dentro, considerar sua individualidade, aceitar e valorizar sua evolução e abraçar novos desafios sem desistir? Essa estratégia funciona tanto para quem foca em performance, quanto para quem nem precisa do “pace ideal”.
Foto: Foco Radical

Vamos exercitar o amor pela corrida sem biotipos, regras ou pressão? Cada um com seu foco e sua individualidade e respeitando muito sua essência corredora. Que tal?


Queremos, cada vez mais, levantar questionamentos assim, e deixar claro que ser um corredor não necessariamente significa alta performance e, essa pressão e autocobrança por desempenho pode ser contra-produtiva.


Se você concorda que a corrida foi feita para ser desfrutada, então continue lendo nossos conteúdos por aqui e, além disso, vamos nos relacionar e trocar experiências?




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